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Resistência Popular Estudantil 28 de Março – Araraquara

 

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Quem Somos Nós?

Somos um grupo de estudantes organizados, tendo como nosso local de atuação e militância as universidades em que estudamos. Portanto, atuamos no movimento estudantil, mas não apenas nos restringimos a ele. É nesse sentido que compreendemos a urgência de nos posicionarmos solidários as lutas populares e de construirmos relações de aliança com as mobilizações do conjunto das classes e grupos oprimidos (trabalhadores, indígenas, sem-teto/terra, comunidade LGBT, mulheres, desempregados). Nos definimos enquanto agrupamento de tendencia, e possuímos princípios e práticas que diferenciam nossa proposta de outros coletivos/organizações estudantis. Não nos caracterizamos enquanto um agrupamento estritamente ideológico ou partidário, mas prezamos pela soma de todas as várias agrupações de base, que organizadas por princípios e práticas potencializam a atuação cotidiana que se define por uma postura militante e combativa.

Somos a vontade de construir um movimento estudantil classista, combativo e forte. Atuamos para a construção de um movimento estudantil organizado e com intensa participação de base, com ações que impliquem de forma direta o maior numero de estudantes em todas as discussões, deliberações e ações reivindicativas. Uma militância critica e responsável que denuncie e combata as opressões de gênero, raça, classe ou orientação sexual, mas que também denuncie e combata o projeto neoliberal que rifa cada vez mais a universidade pública.

Portanto afirmarmos que é dentro da luta que construiremos as bases para a socialização do conhecimento e para a construção de universidade popular e a serviço do povo.

  • O QUE É UMA ORGANIZAÇÃO DE TENDÊNCIAS?

Quando dizemos que uma organização é de tendência, isso não significa que ela “tende” para algo ou para uma ideologia específica. A tendência é uma organização que se propõe a estar e atuar no nível intermediário entre organizações políticas e organizações de massa (movimento popular), buscando estimular a mobilização onde ela já existe, ou criar novas forças de mobilização e ação onde elas não existem. Uma tendência agrupa pessoas com diferentes afinidades ideológicas, ou seja, não há a o requisito de que as pessoas se identifiquem com a mesma ideologia, mas sim que estejam de acordo com determinados princípios, metodologias e formas de ação.

  • NOSSOS PRINCÍPIOS DE ATUAÇÃO/ORGANIZAÇÃO:

COMPROMISSO COLETIVO E SOLIDARIEDADE

Entendemos que solidariedade pressupõe a construção das lutas lado a lado com o povo para que elas continuem a acontecer. Tendo em vista a que a luta popular é construída coletivamente. O compromisso coletivo é essencial para a auto-organização e a solidariedade para romper o isolamento e manter a horizontalidade. Buscamos reconhecer os privilégios (gênero/classe/étnico-racial) com o intuito de se posicionar de forma a não tomar protagonismo e manter a sinceridade na nossa luta. Os ataques e problemas na educação, não podem ser entendidos e combatidos de maneira isolada. Isso é porque o sistema capitalista é responsável por manter e reproduzir uma estrutura de desigualdades, opressões e explorações, assim compreendemos que isso não afeta apenas nós estudantes, mas ao conjunto das/dos exploradas/os. Portanto, trata-se então, de rodear de solidariedade e apoio irrestrito a todas as lutas das classes e setores explorados e oprimidos.

APOIO MÚTUO

A construção de um outro mundo possível passa pela noção de que a forma como construímos as relações no agora também é política. Isso implica na criação de novas formas de sociabilidade. Destruir a competição imposta pelo individualismo burguês, por exemplo, é um aspecto vital na organização do poder popular. A construção de relações de confiança e companheirismo perpassa as noções de auto-organização e propagação da horizontalidade. Desta forma, apoiar-se mutuamente, seja entre companheiras ou entre movimentos combativos e autônomos, é uma importante forma de solidificar nossa força coletiva, e romper o isolamento.

DEMOCRACIA DIRETA E DE BASE

Esse princípio materializa-se como a prática de tomar decisões de forma coletiva e direta, ou seja sem representantes, intermediários ou políticos profissionais. A democracia direta e de base é a antítese da democracia representativa: ao invés de eleger representantes para definir os rumos de nossas decisões e de nossas vidas, a democracia direta sugere que não existam representantes, e que sejam as bases populares responsáveis por definir suas escolhas através das assembleias: órgão máximo de decisão. As decisões ocorrem, portanto, de baixo pra cima, com deliberações do povo para o povo, e não de cima para baixo, com deliberações de pessoas que não representam as vontades populares e as impõe, como se dá hoje através das estruturas de poder da sociedade de classes e pela política do voto, altamente hierarquizada e burocratizada. Fomentamos, portanto, espaços de construção coletiva das decisões. Nos espaços estudantis, trata-se portanto, da expressão da base em que todas/os as/os estudantes organizadas/os e interessadas/os pelos assuntos e questões que lhes afete diretamente. A democracia direta são os estudantes em conjunto tomando decisões e construindo sua própria experiência politica.

HORIZONTALIDADE

A horizontalidade é a democratização radical das relações políticas, sociais e pessoais. Dessa forma, não há domínio dos de cima sobre os de baixo – procuramos destruir as relações de poder autoritárias, para construir relações em que nenhuma voz se sobreponha a outra, em que não exista quem governe e quem seja governado. É também um método de organização de base, onde não existe uma vanguarda que conduzirá o povo, pois está garantida uma estrutura sólida e descentralizada que não permite a centralização do poder nas mãos de poucos: todas decidem por todas.

AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DE CLASSE

O princípio da autonomia se refere a nossa defesa intransigente da independência das classes oprimidas e exploradas perante qualquer organização ou autoridade que seja externa a sua própria organização de base. Independência em relação a qualquer partido político, organização, líder, governo, patrões ou reitoria. A isso propomos um projeto de poder popular, que emane do povo, e não seus líderes ou representantes institucionais. É a defesa da retomada das rédeas de nossas próprias vidas através do fortalecimento de cada indivíduo no interior da coletividade, expressando a necessidade e a garantia que todo espaço de base, assim como todos os instrumentos de luta e organizações dos setores/classes oprimidas possuam de maneira legitima fóruns e espaços de deliberação e discussão. A autonomia para que as decisões possam ser tomadas e cumpridas de maneira ampla e efetiva pela base. A independência politica e financeira para que não haja dependência, troca de favores ou o aparelhamento das entidades estudantis por nenhum partido politico ou grupo externo à própria estrutura de organização estudantil.

LUTA E AÇÃO DIRETA

A ação direta, método de luta nascido com a classe trabalhadora, é praticar a transformação com ações realizadas pelas próprias mãos, do coletivo, da comunidade, dos movimentos; desta forma, é necessariamente oposta às formas indiretas de ação, como por exemplo o voto. Ação direta é fazer greve, piquete, ocupação; é organizar uma manifestação de forma autônoma, fazer trabalho de base. Não é necessariamente violenta: envolve o questionamento de não se confundir a violência do opressor com a reação do oprimido e questionar o próprio significado de violência. É direcionada à raiz do problema para agir diretamente sobre o mesmo, compondo parte vital de um princípio de auto-organização. Se estabelecem novas ordens em relação ao que é vigente (destruição da propriedade, outras formas de organização escolar, sabotagem, bloqueio de avenidas), na contramão do aparelho burocrático do Estado.


EN

We are a group of organized students, having as our place of action and activism the universities where we study. Therefore, we are active in the student movement, but not just restricted to it. It is in this sense that we understand the urgent need to position ourselves in solidarity with popular struggles and to build alliances with the mobilizations of the group of oppressed classes and groups (workers, indigenous, homeless/land, LGBT community, women, unemployed). We define ourselves as a grouping of trends, and we have principles and practices that differentiate our proposal from other groups/student organizations. We are not characterized as a strictly ideological or partisan grouping, but we value the sum of all the various base groups,

We are the will to build a classist, combative and strong student movement. We work to build an organized student movement with intense grassroots participation, with actions that directly involve the largest number of students in all discussions, deliberations and claims. A critical and responsible militancy that denounces and fights the oppression of gender, race, class or sexual orientation, but also denounces and fights the neoliberal project that increasingly raffles the public university.

Therefore, we affirm that it is within the struggle that we will build the bases for the socialization of knowledge and for the construction of a popular university at the service of the people.

  • WHAT IS A TREND ORGANIZATION?

When we say that an organization is trending, it does not mean that it “tends” towards something or towards a specific ideology. The trend is an organization that proposes to be and act at the intermediary level between political organizations and mass organizations (popular movement), seeking to stimulate mobilization where it already exists, or to create new forces of mobilization and action where they do not exist. A trend groups people with different ideological affinities, that is, there is no requirement that people identify with the same ideology, but that they are in agreement with certain principles, methodologies and forms of action.

  • OUR PRINCIPLES OF OPERATION / ORGANIZATION:

COLLECTIVE COMMITMENT AND SOLIDARITY

We understand that solidarity presupposes the construction of struggles side by side with the people so that they continue to happen. Bearing in mind that the popular struggle is built collectively. Collective commitment is essential for self-organization and solidarity to break the isolation and maintain horizontality. We seek to recognize privileges (gender/class/ethnic-racial) in order to position ourselves so as not to take a leading role and maintain sincerity in our struggle. Attacks and problems in education cannot be understood and tackled in isolation. This is because the capitalist system is responsible for maintaining and reproducing a structure of inequalities, oppressions and exploitations, so we understand that this does not only affect us students, but the group of exploited ones. So it’s about then,

MUTUAL SUPPORT

The construction of another possible world involves the notion that the way we build relationships in the now is also political. This implies the creation of new forms of sociability. Destroying the competition imposed by bourgeois individualism, for example, is a vital aspect in the organization of popular power. The construction of relationships of trust and companionship permeates the notions of self-organization and propagation of horizontality. In this way, supporting each other, whether among partners or between combative and autonomous movements, is an important way to solidify our collective strength, and break the isolation.

DIRECT AND BASE DEMOCRACY

This principle is materialized as the practice of taking decisions collectively and directly, that is, without representatives, intermediaries or professional politicians. Direct and grassroots democracy is the antithesis of representative democracy: instead of electing representatives to define the direction of our decisions and our lives, direct democracy suggests that there are no representatives, and that the popular bases are responsible for defining their choices through assemblies: maximum decision-making body. Decisions are made, therefore, from the bottom up, with deliberations from the people to the people, and not from the top down, with deliberations of people who do not represent the popular will and impose them, as it happens today through the power structures of the class society and the politics of voting, highly hierarchical and bureaucratic. we encourage, therefore, spaces for the collective construction of decisions. In student spaces, it is, therefore, the expression of the base in which all students are organized and interested in the subjects and issues that directly affect them. Direct democracy is students making decisions together and building their own political experience.

HORIZONTALITY

Horizontality is the radical democratization of political, social and personal relationships. In this way, there is no domination by those from above over those from below – we seek to destroy authoritarian power relations, to build relationships in which no voice overrides the other, in which there is no one to govern and no one to be governed. It is also a method of grassroots organization, where there is no vanguard that will lead the people, since a solid and decentralized structure is guaranteed that does not allow the centralization of power in the hands of a few: everyone decides for everyone.

CLASS AUTONOMY AND INDEPENDENCE

The principle of autonomy refers to our uncompromising defense of the independence of the oppressed and exploited classes before any organization or authority that is external to their own grassroots organization. Independence from any political party, organization, leader, government, bosses or rectory. To this we propose a project of popular power, which emanates from the people, and not their leaders or institutional representatives. It is the defense of retaking the reins of our own lives through the strengthening of each individual within the collectivity, expressing the need and guarantee that every base space, as well as all instruments of struggle and organizations of the oppressed sectors/classes, have way legitimates forums and spaces for deliberation and discussion. The autonomy so that decisions can be taken and fulfilled in a broad and effective way by the base. Political and financial independence so that there is no dependence, exchange of favors or the rigging of student entities by any political party or group outside the structure of the student organization.

FIGHT AND DIRECT ACTION

Direct action, a method of struggle born with the working class, is to practice transformation with actions carried out by their own hands, from the collective, from the community, from the movements; therefore, it is necessarily opposed to indirect forms of action, such as voting. Direct action is to strike, picket, occupy; it’s organizing a demonstration autonomously, doing grassroots work. It is not necessarily violent: it involves questioning not to confuse the oppressor’s violence with the oppressor’s reaction and questioning the very meaning of violence. It is aimed at the root of the problem in order to act directly on it, composing a vital part of a principle of self-organization. New orders are established in relation to what is in force (destruction of property, other forms of school organization, sabotage, blocking of avenues),

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